terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O núcleo celular


O núcleo é uma estrutura característica dos eucariontes, na qual estão os genes, responsáveis pelo controle das atividades celulares e pelas características hereditárias dos organismos.

Nos eucariontes o material genético, chamado de CROMATINA, é formado por um conjunto de filamentos separado pelo citoplasma pela membrana nuclear. A parede dessa membrana é dupla e cheia de poros pelos quais ocorre troca de material entre o núcleo e o citoplasma. 




Cada filamento de cromatina é composto de uma molécula de DNA enrolada em proteínas, chamadas de histonas. Ao microscópio eletrônico o emaranhado de filamentos aparece muito interrompido, o que dá a impressão de uma fina granulação.





Quando observamos células em processo de divisão, no lugar da cromatina aparecem corpúsculos compactos em forma de bastonete, facilmente visíveis ao microscópio óptico.  Essas estruturas são chamadas de cromossomos.

Então podemos compreender que esses corpúsculos, esses cromossomos,  são formados por filamentos da cromatina dobrados várias vezes sobre si mesmos por causa de um intenso enrolamento do DNA e do agrupamento de histonas.
Essa forma compacta facilita o movimento do material genético durante a divisão celular.





Níveis de organização no cromossomo de eucariontes:



Antes  de uma célula se dividir, cada cromossomo se duplica e aparece como dois filamentos compactos, chamados de CROMÁTIDES, que permanecem ligados por uma região do cromossomo, que chamamos de CENTRÔMERO .




É fácil contar os cromossomos de uma célula e perceber que eles possuem formas e tamanhos diferentes. Cada espécie de ser vivo tem sua coleção particular de cromossomos, chamada de CARIÓTIPO, que pode ser identificada pelo número, pela forma e pelo tamanho característico.

Números de cromossomos em diferentes espécies:




Observe a montagem do cariótipo humano. Os cromossomos são organizados de acordo com a posição do centrômero e numerados por ordem de tamanho, de 1 ( o maior) a 22 ( o menor). Esses cromossomos são chamados de AUTOSSOMOS. Os cromossomos sexuais (X e Y) não são numerados e aparecem separados dos outros.

Cariótipo humano:





Na espécie humana há 44 cromossomos autossomos e dois cromossomos sexuais.  Esta informação pode ser escrita assim:
Mulher = 44, XX
Homem = 44, XY
Outra característica é que, à exceção dos cromossomos sexuais masculinos, os cromossomos aparecem aos pares; os cromossomos de cada par são o que se chama de HOMÓLOGOS. Esse fato é conseqüência de a maioria dos organismos se desenvolverem de uma célula-ovo, formada pela união de um espermatozóide com um óvulo.




Na espécie humana cada gameta possui 23 cromossomos. Por isso a célula-ovo possui 46 cromossomos; em cada par de homólogos, um foi herdado da mãe e o outro do pai.
Por meio de divisões celulares, a célula-ovo origina a maioria das células que formam o corpo dos seres vivos, as chamadas CÉLULAS SOMÁTICAS.
Cada célula tem 23 pares de cromossomos homólogos. As células reprodutoras (espermatozóide e óvulo) possuem apenas um cromossomo de cada tipo (não há pares de homólogos).
Chamando de n o número de tipos diferentes de cromossomos de uma célula, podemos dizer que as células somáticas são DIPLÓIDES (2n) e as reprodutoras são HAPLÓIDES (n).
O conjunto haplóide de cromossomos ou o total dos genes (DNA) contidos em um conjunto haplóide de cromossomos é chamado de GENOMA.











segunda-feira, 7 de outubro de 2019

As flores, órgãos reprodutores exclusivos das angiospermas, são compostas por pedúnculo ou pedicelo, que é a haste que prende a flor ao caule; receptáculo floral, que é o local onde se encaixa o verticilo; e o verticilo, que é o conjunto de folhas modificadas, dispostas geralmente em círculo. A maioria das flores apresenta quatro verticilos florais (cálice, corola, androceu e gineceu) e, por isso, são chamadas de flores completas. Mas há outras flores que possuem um ou mais verticilos ausentes e, por isso, são chamadas de flores incompletas.
Os verticilos presentes na maioria das flores são:
  • Cálice: conjunto de folhas modificadas de cor verde chamadas de sépalas;
  • Corola: folhas modificadas chamadas de pétalas, que podem ser de variadas cores;



  • Androceu: órgão reprodutor masculino da flor formado por um conjunto de estames, cujo número varia de nenhum a dezenas, dependendo da espécie da flor. Os estames são formados pelo filete e pela antera. É na antera que encontramos os grãos-de-pólen.
  • Gineceu: órgão reprodutor feminino da flor. É formado por folhas modificadas chamadas de pistilos ou carpelos. Uma flor pode ter um ou mais carpelos. Essas folhas modificadas dobram-se e fundem-se nas bordas, formando uma estrutura dilatada na porção inferior e afilada na porção superior, que se assemelha a um vaso e é chamada de carpelo. Na base dilatada encontramos o ovário da flor; e em seu interior podemos encontrar um ou mais óvulos, dependendo da espécie. No lado oposto ao ovário encontramos o estigma, que recebe os grãos-de-pólen na polinização e que é ligado ao ovário pelo estilete.


Algumas plantas são dioicas, ou seja, possuem flores apenas com androceu ou apenas com gineceu; enquanto que outras são monoicas, ou seja, possuem o androceu e o gineceu na mesma flor.
Algumas espécies de plantas distribuem suas flores isoladamente pelos ramos; enquanto outras se encontram agrupadas, formando o que chamamos de inflorescências. Algumas inflorescências são tão unidas e organizadas que são confundidas com uma flor. O girassol e as margaridas possuem inflorescências constituídas de várias flores.






Desenvolvimento dos insetos


Desenvolvimento dos insetos
Os insetos têm sexos separados e a sua fecundação é interna. São animais ovíparos, que podem apresentar três tipos de desenvolvimento:

Direto, sem metamorfose: desenvolvido ametábolo (a = sem, metábolo = mudança). Ex.: traça-dos-livros. Do ovo eclode um jovem semelhante ao adulto.
Indireto, com metamorfose gradual ou incompleta: desenvolvimento hemimetábolo (hemi = meio). Exs.: gafanhoto, barata, percevejo. Do ovo eclode uma forma chamada ninfa, que é semelhante ao adulto (ou imago), mas que não tem asas desenvolvidas.
                                                    
Indireto, com metamorfose completa: desenvolvimento holometábolo (holo = total). Exs: Borboletas, moscas e pulgas. Do ovo eclode uma larva, também chamada lagarta, bastante distinta do adulto. Essa larva passa por um período que se alimenta ativamente, para depois entrar em estágio denominado pupa, quando ocorre a metamorfose: a larva se transforma no adulto ou imago, que emerge completamente formado. As larvas de algumas espécies de borboleta ou de mariposas produzem um casulo que protege a pupa. Depois de adulto, o inseto holometábolo não sofre mais mudas e, portanto, não cresce mais. A fase da larva pode durar de meses até mais de um ano, e a fase adulta pode durar de uma semana á alguns meses. A duração dessas fases depende da espécie.
    
Alguns insetos holometábolos possuem fase larval aquática, como é o caso de importantes mosquitos vetores de doenças. Exs.: Culex, que transmite a elefantíase, Anopheles, que transmite a malária, Aedes aegypti, que transmite a dengue e a febre amarela.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Ciclo Celular

Células surgem a partir de células já existentes. Toda e qualquer forma de vida, desde os organismos unicelulares, como bactérias, até os mais complexos organismos multicelulares, como os humanos, surgem e crescem a partir das divisões celulares.

O ciclo celular é o conjunto de fases, no qual uma célula passa para se reproduzir e gerar células idênticas a ela. A função principal da divisão celular é que uma célula progenitora passe para duas novas células o DNA nos cromossomos, gerando filhas geneticamente iguais. Porém, se cada vez que uma célula se reproduzisse, dividisse o resto do seu conteúdo, ela iria diminuir a cada divisão, até sumir (isso acontece em algumas exceções). Então, o que acontece é que todo seu material interno, do tipo organelas, também é duplicado.

O ciclo celular ocorre para nosso crescimento, para repor células de tecidos lesionados, para o crescimento de unhas e cabelo, entre outras funções.

Nos eucariontes esse ciclo é dividido em fase M (representa 10% do tempo da divisão) e fase de interfase (representa 90% do tempo da divisão). Na interfase o DNA é replicado, as proteínas são sintetizadas, organelas se duplicam e centríolos se dividem. Esse período, dividimos em três fases:

G1 (gap, intervalo e inglês)- É a fase mais longa do ciclo. Nela a célula aumenta de tamanho, sintetiza RNA e proteínas. Nesta fase existem dois pontos de controle, que verificam se há sinais de DNA danificado, ou algum sinal externo para que não haja divisão.
S - S representa o que de fato ocorre na célula neste instante: síntese do DNA, para que as células filhas tenham o mesmo material genético da célula progenitora. Além disso, os centrossomas começam a ser duplicados também.
G2 (gap)- A célula continua sintetizando proteínas, duplicando organelas e há um aumento rápido de tamanho. É o preparo da célula para fase M. Os centrossomas de deslocam com o auxílio de dineínas e cinesinas. Há uma intensa condensação de cromossomos, que marca o final desta fase, para o início da fase M. Na fase G2 também há pontos de controle para que a célula verifique o meio interno e externo e decida se a divisão celular procederá.
Algumas células possuem a fase G0, que está entre a fase M e a fase G1. Nela, a célula entra em estágio de repouso da divisão celular. Ocorre, por exemplo, em células nervosas e musculares.

Acaba a interfase vem a fase M (mitose). Esta é a etapa da divisão celular propriamente dita, na qual o material genético será divido entre duas células filhas. Esta fase é subdividida em Prófase, Pró-metáfase, metáfase, anáfase e telófase. Com o final da mitose, vem a citocinese, que é o fim da divisão celular e é a fase em que os citoplasmas são clivados em dois, gerando duas células filhas. Este processo ocorre de formas diferentes entre vegetais e animais.



A duração do ciclo celular varia com o tipo de célula. Por exemplo, células epiteliais do intestino têm um ciclo celular de aproximadamente 12 horas, enquanto fibroblastos em meio de cultura têm aproximadamente 20 horas e as células do fígado em torno de um ano.

O câncer advém de problemas naqueles pontos de controle das fases G1 e G2. Ou seja, as células continuam a se dividir descontroladamente, mesmo com sinais internos ou externos de que a divisão deveria cessar.

Fonte: https://www.infoescola.com/biologia/ciclo-celular/

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Biomas


Biomas terrestres
Um bioma é uma unidade de comunidade mais ampla que podemos reconhecer, onde os fatores climáticos interagem com a biota(organismos vivos). De modo geral a vegetação de um bioma é uniforme, mas diferentes espécies vegetais podem predominar em diferentes partes de um bioma.
Principais biomas terrestres mundiais
Tundra - localiza-se próximo ao Polo Norte. Seu solo possui uma camada que está sempre congelada (permafrost). Árvores não se desenvolvem nesse bioma. A vegetação é constituída por musgos, liquens e eventuais arbustos. A fauna é formada por ursos polares, bois almiscarados, lobos, raposas, lemingues, etc.




Taiga - também chamada de Floresta de Coníferas, localiza-se no hemisfério norte, ao sul da Tundra. Sua vegetação é constituída por árvores do tipo coníferas, adaptadas ao clima frio. Renas, alces, veados, lobos, ursos polares, linces e esquilos estão entre os animais desse bioma.



Região de Taiga na Sibéria (Rússia). Foto: Okyela / Shutterstock.com

Floresta Temperada - localiza-se em regiões de clima temperado, principalmente nos Estados Unidos, Europa e Ásia. As quatro estações do ano são bem definidas. As árvores desse bioma (carvalhos, faias, pinheiros e outras) são caducifólias. Abriga animais como javalis, veados, esquilos e raposas.




Floresta temperada na Romênia (Europa). Foto: Florin Mihai / Shutterstock.com


Floresta Tropical - é encontrada nos trópicos, sendo a Amazônia a maior área desse bioma. Caracteriza-se por temperaturas elevadas e chuvas abundantes. Sua vegetação é densa e heterogênea, com árvores de varias alturas. É o bioma com maior diversidade de vegetais e animais.


Mata de uma floresta tropical. Foto: Eugene Sergeev / Shutterstock.com


Campos Temperados - são grandes formações vegetais com predominância de gramíneas, herbáceas e pequenos arbustos esparsos. Ocorrem na América do Norte, Eurásia, África e América do Sul. O clima é semiárido. Os Campos da região Sul do Brasil são chamados de “pampas”.



Campos temperados. Foto: Ami Parikh / Shutterstock.com


Savanas – são típicas de regiões de clima tropical. As savanas mais conhecidas são as africanas, onde vivem leões, girafas, elefantes, zebras, entre outros. Também ocorrem na América do Sul e Austrália. Sua vegetação é formada por gramíneas e árvores esparsas.



Vegetação de savana na África. Foto: TTphoto / Shutterstock.com

Deserto – ocorre nas regiões quentes ou frias, onde a precipitação é muito baixa. A vegetação está ausente na maior parte desse bioma. As plantas são principalmente cactáceas e herbáceas e estão adaptadas à escassez de água.



Deserto de Sonora, Arizona (EUA). Foto: Marc Turcan / Shutterstock.com

Biomas terrestres brasileiros
Amazônia – é o maior bioma do Brasil. Localiza-se na região Norte. Seu clima é quente e úmido. A vegetação predominante é a Floresta Ombrófila Densa. Caracteriza-se pela presença de árvores de grande porte. Abriga a maior biodiversidade do planeta.



Floresta Amazônica. Foto: Filipe Frazao / Shutterstock.com

Mata Atlântica – ocupava quase todo o litoral brasileiro, mas atualmente ocupa cerca de 7% da área original. Apesar de certa homogeneidade, apresenta diferentes formações florestais. A fauna é riquíssima (onça pintada, mico-leão-dourado, veado, tatu-canastra, etc.)



Mata Atlântica, exemplo de Floresta Ombrófila Densa. Foto: Luiz Rocha / Shutterstock.com

Caatinga - localiza-se no sertão nordestino e é o único bioma com distribuição exclusivamente brasileira. A vegetação é adaptada ao clima seco, formada por árvores e arbustos baixos com galhos retorcidos, ervas rasteiras e cactos.



Parque Nacional Serra da Capivara, com vegetação de Caatinga. Foto: Andre Dib / Shutterstock.com


Cerrado – encontra-se principalmente na região Centro-Oeste. Apresenta clima quente e baixa precipitação. Sua vegetação é formada por árvores com caules tortuosos, arbustos e gramíneas. A fauna é muito rica.



Paisagem de cerrado. Foto: Filipe Frazao / Shutterstock.com
Pantanal – é a maior planície inundável do mundo. Está presente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A vegetação é formada por gramíneas, arbustos e árvores de grande porte, dependendo do local. Possui uma rica diversidade de plantas e animais.



Pantanal. Foto: Filipe Frazao / Shutterstock.com
Mata de Araucárias – encontra-se principalmente na região Sul do país. Caracteriza-se pela presença de pinheiros, com predominância do pinheiro-do-paraná, árvore típica da região.



Araucárias. Foto: Iuliia Timofeeva / Shutterstock.com


Mata de Cocais – ocorre entre as florestas úmidas da região Norte e as terras semiáridas do Nordeste do Brasil. A vegetação é dominada por palmeiras, como a carnaúba, babaçu e oiticica.